Quando se está perto, tudo bem. Nem tão perto, finge-se. Esquecem de dizer olá quando ligam. Mas nunca ligam. O olá deixa de fazer certo sentido. Perde-se tempo em cumprimentos enquanto poderiam estar em prosa sobre a vida… ou sobre a verdadeira arte de se deixar viver, se deixar levar. É tão simples e rápido, nessa época actual cheia de tecnologias e aparatos digitais, transmitir ou responder um acto de carinho. Me pego sempre a pensar o motivo pelo qual grande parte das pessoas não o fazem. Ainda espero ver no céu asas reluzentes de um pombo-correio. Até mesmo já confundi incêndio com sinal de fumaça. Já espero há meses por qualquer fio de esperança, uma mensagem numa garrafa vinda de longínquos oceanos. Me pego a pensar de novo o significado disso tudo. Seria uma aula gratuita e divina sobre as relações humanas? Ou seria apenas mais um indício de que a família vem sempre em primeiro lugar? Talvez amigos sejam sazonais e Amizades tenham prazo de validade ou de quilometragem. Aprenderei com o tempo, com mais tempo, embora já carregue comigo uma prévia baseada em acontecimentos reais. Me falta a teoria, embora já a saiba de cor. Mas… Me alegra ter aprendido mais uma lição. Nos serve de consolo quando nos deparamos com uma situação inusitada. Quando o céu está nublado, aponta no horizonte um único raio de sol. Nos aquece até a alma. Um dia, talvez, seremos dois. Talvez não. Um pequeno detalhe. Gratidão não se compra e espaço no coração não se arrenda.
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
terça-feira, 20 de Outubro de 2009
Nunca mais
Vinha o homem, atrasado novamente, controlado pelo relógio de pulso, caminhando a passos largos e apressados pelo centro da metrópole. Despercebido de tudo que acontecia ao seu redor. A reunião começara, projecto em mãos, nervosismo. Seu futuro dependia dos valiosos próximos minutos. De repente um relance, caso perdido que não importava mais, jurava erroneamente mas certo de seu erro.
Pela mesma via, porém em sentido contrário, vinha o sexo oposto. Cabelos esvoaçantes, impecáveis na sua beleza. Única. Olhava atentamente a multidão, seus cursos, etnias, fisionomias. Atentava-se a cada detalhe da imensidão do horizonte. O oposto, realmente. Alguma coisa a incomodou. Lembranças, as mesmas. Sempre.
Casualidade para os leigos, intencionalidade ou destino para os crédulos. A divindade opera à sua maneira, complexa em excesso para os mortais. Cruzam entre si. Os olhares se enfrentam. Dois segundos, ou menos, de êxtase compartilhado. Seguem o caminho, cada um a sua maneira. Arrependidos. Talvez um dia se encontrem novamente, talvez nunca mais.
quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Não olhe para trás
Estavas sempre a olhar o passado e a gostar da sensação de que sempre fora estranho. Comparações absurdas com os tempos de adolescência. Fotografias não traziam recordações, traziam angústias. Questionamento incessante daquilo que havia sido bom em sua existência, ou a falta do bem. Encontrava-se perdido em meio a tantas perguntas sem resposta. Questionamentos e feelings non sense. Tomou uma decisão drástica. Nunca mais olhou para trás.
sexta-feira, 4 de Setembro de 2009
Caminho inverso
Caminhou, se apressou e caiu. Viu tudo que se passava ao seu redor de outra perspectiva. Não quis acreditar e ficou tempos assim… sem saber. Momento oportuno para nada mais dar certo. A observar o horizonte ve-se nuvens carregadas. Optimismo passa a ser um termo quase que utópico. Termos que caminham juntos. Eles, ele. Mas bem longe de si, decerto.
Ve-se de mãos dadas a um estranho desejo de pena, pena de si. A rever horas a fio tudo aquilo que não fez, pensa no cúmplice. Divide a culpa para o alívio que sequer apareceu.
Constantes coincidências o fazem acreditar na cura de todo o mal que sente. Eloquente e impulsivo, segue tais sinais. Todos, até aqueles que não o são. A medida que sobre degraus se dá a oportunidade de começar a existir, mas felizmente é pouco. Não basta existir, pensa convicto.
Ve-se de mãos dadas a um estranho desejo de pena, pena de si. A rever horas a fio tudo aquilo que não fez, pensa no cúmplice. Divide a culpa para o alívio que sequer apareceu.
Constantes coincidências o fazem acreditar na cura de todo o mal que sente. Eloquente e impulsivo, segue tais sinais. Todos, até aqueles que não o são. A medida que sobre degraus se dá a oportunidade de começar a existir, mas felizmente é pouco. Não basta existir, pensa convicto.
----------------------
Ocupa pensamentos com factos que nunca havia imaginado. Obrigações passam a ser prioridade, pois a vida segue e muito tempo foi perdido. Observa o mundo de maneira diferente e pensa que tudo a seu redor não faz mais parte de si. Procura novos ares, encontra.
Fora acolhido e reconhecido. Novos problemas surgem quase que diariamente enquanto seu coração parou no tempo. Nova morada, nova pátria, vida nova. Caminha a passos largos com a mesma sede de conhecimentos. Carrega seus livros, antigas e novas paixões. Já não existe, vive. Forma-se um novo ciclo, sete dias da semana com sete pecados capitais. Um a cada dia, sem pressa e antecedentes.
Quando olha para trás não enxerga nada além do óbvio, nada além da saudade. A mesma saudade que sentia de suas crianças enquanto habitava o outro lado. Um sorriso ou uma lágrima despertam o mesmo sentimento, indescritível em palavras. Se perde e se ganha. Mas ele, espirituosamente, diferencia o perder do ganhar. E assim vive, talvez para sempre na memória de um incrédulo ser pensante. Talvez no coração de uma bela donzela. Não se importa mais com a falta que faz.
Fora acolhido e reconhecido. Novos problemas surgem quase que diariamente enquanto seu coração parou no tempo. Nova morada, nova pátria, vida nova. Caminha a passos largos com a mesma sede de conhecimentos. Carrega seus livros, antigas e novas paixões. Já não existe, vive. Forma-se um novo ciclo, sete dias da semana com sete pecados capitais. Um a cada dia, sem pressa e antecedentes.
Quando olha para trás não enxerga nada além do óbvio, nada além da saudade. A mesma saudade que sentia de suas crianças enquanto habitava o outro lado. Um sorriso ou uma lágrima despertam o mesmo sentimento, indescritível em palavras. Se perde e se ganha. Mas ele, espirituosamente, diferencia o perder do ganhar. E assim vive, talvez para sempre na memória de um incrédulo ser pensante. Talvez no coração de uma bela donzela. Não se importa mais com a falta que faz.
terça-feira, 25 de Agosto de 2009
“Em casa” fora de casa

Nunca me senti tão em casa. Desde quando atravessei esse oceano não me sentia leve, digamos que… tranquilo, com a alma em paz. Viagem ao norte de Portugal. Reuniões sexta durante o dia. Até aí tudo normal, rotineiro.
No final de semana tive o privilégio de conhecer um pouco do mundo mágico de uma pessoa querida que divide horas num escritório comigo. Família de raízes portuguesas com a simpatia brasileira. Não fiquei hospedado como de costume, fui acolhido. Recordei-me de momentos que sinto saudade, mas a tristeza dessa vez não apareceu. Seria estranha tal afirmação, mas não é.
É sempre difícil não olhar para trás e contabilizar as perdas. São muitas, amém. Agradeço por ser assim e não o contrário. Cada pessoa ocupa um lugar reservado em nosso coração e no meu não poderia ser diferente.
Mais uma vez senti na pele o sentido da palavra simplicidade. São momentos assim que me fazem ter força para continuar. O lado financeiro é importante, a falta de namorada é preocupante, mas momentos assim são marcantes. O meu reconhecimento você já conquistou.
Não poderia terminar de outra maneira: obrigado.
É sempre difícil não olhar para trás e contabilizar as perdas. São muitas, amém. Agradeço por ser assim e não o contrário. Cada pessoa ocupa um lugar reservado em nosso coração e no meu não poderia ser diferente.
Mais uma vez senti na pele o sentido da palavra simplicidade. São momentos assim que me fazem ter força para continuar. O lado financeiro é importante, a falta de namorada é preocupante, mas momentos assim são marcantes. O meu reconhecimento você já conquistou.
Não poderia terminar de outra maneira: obrigado.
domingo, 9 de Agosto de 2009
Até quando dura a felicidade.
Vejo em perfis de Orkut fotos e mais fotos de casais apaixonados. Depoimentos melosos, scraps amorosos e todo o tipo de coisas mais. Até no Twitter e FaceBook.Fico imaginando a felicidade alheia, tentando relembrar ou sentir novamente essa sensação de ser um eterno bobão. Não me lembro mais como é ser assim. De facto, deve ser giro. Quiçá.
Algum tempo depois não há mais fotos, depoimentos, mais nada. Tudo aquilo que era belo se torna cinzento. Algumas comunidades perdem sua vez e as de solteiro ganham membros atrás de membros. Me apetece saber que certas coisas são esquecidas num simples piscar de olhos e a balada e beijação na boca se torna fato constante, inspirador e essencial para a vida dos exs-casais. A(o) ex querendo mostrar a (ao) ex que superou o episódio e está viva(o), feliz e aprontando poucas e boas! Ou muitas e boas. Mas... e o amor? Onde se meteu? Detalhes pequeninos...
É inegável o facto de querer estar sempre por cima e não demonstrar sinais de fraqueza. Quem é que desejaria que o(a) ex soubesse que você está no fundo do poço, com as calças molhadas e sem sequer uma lanterna a pilhas?
É exactamente aí que entra o papel das redes sociais. Pouca exposição é ruim. Muita exposição é prejudicial. Namore, de beijos, case-se. Mas preocupe se mais em estar feliz. Orkuts vão e voltam, relações começam e acabam. Basta saber quanto tempo duram. E mude seu conceito de “para sempre”. Vá além das linhas denotativas daquele velho dicionário de bolso.
É exactamente aí que entra o papel das redes sociais. Pouca exposição é ruim. Muita exposição é prejudicial. Namore, de beijos, case-se. Mas preocupe se mais em estar feliz. Orkuts vão e voltam, relações começam e acabam. Basta saber quanto tempo duram. E mude seu conceito de “para sempre”. Vá além das linhas denotativas daquele velho dicionário de bolso.
terça-feira, 28 de Julho de 2009
Quem perde mais?
No Brasil andava de carro popular com película negra e sem rádio, pois roubaram pela 2ª vez. Mas já compraram outro. Talvez para ser roubado pela 3ª vez, e assim vai se formando um ciclo. Vicioso? Não, periculoso. Contava as moedas para comprar um maço de Carlton, vício maldito que ainda me mata. Pagava cerca de 3 reais numa Brahma, mas ultimamente bebia muita Antártica, cerveja de velho com bom gosto. Detalhes, não precisa me execrar. Meu guarda-roupas parecia me engolir sempre que abria as portas da esperança. Azul ou verde com o mesmo jeans e o mesmo ténis branco e cinzento. Comodismo? Não. Pequeno leque de opções. Anésio (salve Tadeu! Salve Socorro do meu coração! Salve Peixinho!) deixou de ser opção e virou rotina. Boas companhias, boa comida e bebida barata. Comodismo? De novo não. Relação custo/benefício altíssima. Ou baixíssima. Custo baixo e benefício alto. Divide-se o custo pelo benefício e obtém-se um valor bem próximo a zero. E com o salário que tinha, era o que podia fazer tranquilamente sem pensar naquele rombo na carteira.
Aqui guio uma viatura de quase 35 mil euros, sem película negra. Cá não se vê assaltos em semáforos nem motoboys maloqueiros equipados de armas de fogo e “garupeiros”. Ainda conto meus cêntimos, pois se compra tabaco em máquinas que só aceitam moedas. Mas acendo o Camel com meu Zippo. Já devo ter tomado mais de 30 cervejas diferentes, imperiais, finos, vinhos do Porto e mais alguns litros de café. Meu guarda-roupas não cabe nem mais um par de meias. Contabilizei 4 calças novas, 26 camisas, 4 blusas de frio, um boné que nem uso, 3 cintos e um ténis. E ainda tem os electrónicos! PSP, telemóvel…
Pago cerca de 5 euros numa entrada de cinema e mais 6 na pipoca e cola. Da película vou directo a discoteca. Pago cerca de 40 reais, arredondando, óbvio, de "consumo obrigatório". Danço, observo as belas gajas portuguesas (como são lindas), danço, bebo e fumo sozinho. Volto para casa sozinho. Minhas únicas palavras são: -“Uma Corona, por favor” e “Obrigado”! Que coisa! Quanta falta de assunto! E de pessoas para conversar! As vezes, vou ao supermercado no sector frigorífico para tentar puxar um papo com as mineiras que lá trabalham. Já devo ter 45 quilos de carne na geladeira de casa.
Mas tenho tudo que eu quero. Uma vida daquelas! Bens materiais não me faltam. Salário quase 10 vezes maior que no Brasil. E ainda não gosto quando chamam me de “metido”. Talvez eu seja. Não me importam mais os rótulos.
Perderam um amigo? Que pena. Eu perdi todos... Sem contar… Caraca! Merda… Travei. Putz... Ah, deixa para lá.
Aqui guio uma viatura de quase 35 mil euros, sem película negra. Cá não se vê assaltos em semáforos nem motoboys maloqueiros equipados de armas de fogo e “garupeiros”. Ainda conto meus cêntimos, pois se compra tabaco em máquinas que só aceitam moedas. Mas acendo o Camel com meu Zippo. Já devo ter tomado mais de 30 cervejas diferentes, imperiais, finos, vinhos do Porto e mais alguns litros de café. Meu guarda-roupas não cabe nem mais um par de meias. Contabilizei 4 calças novas, 26 camisas, 4 blusas de frio, um boné que nem uso, 3 cintos e um ténis. E ainda tem os electrónicos! PSP, telemóvel…
Pago cerca de 5 euros numa entrada de cinema e mais 6 na pipoca e cola. Da película vou directo a discoteca. Pago cerca de 40 reais, arredondando, óbvio, de "consumo obrigatório". Danço, observo as belas gajas portuguesas (como são lindas), danço, bebo e fumo sozinho. Volto para casa sozinho. Minhas únicas palavras são: -“Uma Corona, por favor” e “Obrigado”! Que coisa! Quanta falta de assunto! E de pessoas para conversar! As vezes, vou ao supermercado no sector frigorífico para tentar puxar um papo com as mineiras que lá trabalham. Já devo ter 45 quilos de carne na geladeira de casa.
Mas tenho tudo que eu quero. Uma vida daquelas! Bens materiais não me faltam. Salário quase 10 vezes maior que no Brasil. E ainda não gosto quando chamam me de “metido”. Talvez eu seja. Não me importam mais os rótulos.
Perderam um amigo? Que pena. Eu perdi todos... Sem contar… Caraca! Merda… Travei. Putz... Ah, deixa para lá.
segunda-feira, 20 de Julho de 2009
Starbucks - Darwin - Elisa
Nunca fui de tomar café puro. No máximo algumas gotículas em 50cl de leite meio gordo, ou como queiram, semi-desnatado. Carioquinha, café cheio, com natas ou pingado já fazem parte do meu cotidiano. Cofee freak, eu? Que coisa. Estavas a pensar nisso. Pois.
Sair segunda-feira, terça e quarta e imperiais na mesa é coisa de alcoólatra, pensavas. Ou penso. Pois.
Noções de evolução e sobrevivência dos mais aptos às sociedades. Fico a pensar, de novo. Não entendo essas tais analogias que mesmo crio eu.
Também não entendo outras coisas, muitas coisas melhor dizendo.
Não entendo as pessoas e até agradeço por ser assim. Não teria tanta graça saber todos os pormenores de fulano. E cabeça de ciclano seria óbvia demais, sem gracinha.
Prefiro perder horas a fio tentando entender porque recebo, diariamente, aqueles e-mails que falam que temos tempo para tudo. Principalmente os pps`s com belas imagens de crianças e velhotes com fundo musical super comovente. É de chorar… chorar de rir. Hipócritas as pessoas que encaminham esse material. Mas por quê hipócritas? Me ponho a pensar. Talvez sejam como aquele tomate cujo sonho é ser uma cenoura. Discurso bonito, de peito aberto, belos demagogos. Belos em sua convicção e lucidez. Pobres em seus actos. Pobres de espírito. Paro por aqui. Pessoas sensíveis acompanham esse espaço virtual e só entendem uma ironia quando lhes convém.
Vomitando essas palavras, percebo que meu enjoo (le-se revertério) psico-amoroso-estomacal ainda vigora. Mas já dissertei sobre isso tantas vezes, até um livro foi escrito, que desanimo de produzir mais linhas sobre esse assunto. Cansa minha beleza e desgastam meus dedos. Saudades tenho de papel e caneta.
Sair segunda-feira, terça e quarta e imperiais na mesa é coisa de alcoólatra, pensavas. Ou penso. Pois.
Noções de evolução e sobrevivência dos mais aptos às sociedades. Fico a pensar, de novo. Não entendo essas tais analogias que mesmo crio eu.
Também não entendo outras coisas, muitas coisas melhor dizendo.
Não entendo as pessoas e até agradeço por ser assim. Não teria tanta graça saber todos os pormenores de fulano. E cabeça de ciclano seria óbvia demais, sem gracinha.
Prefiro perder horas a fio tentando entender porque recebo, diariamente, aqueles e-mails que falam que temos tempo para tudo. Principalmente os pps`s com belas imagens de crianças e velhotes com fundo musical super comovente. É de chorar… chorar de rir. Hipócritas as pessoas que encaminham esse material. Mas por quê hipócritas? Me ponho a pensar. Talvez sejam como aquele tomate cujo sonho é ser uma cenoura. Discurso bonito, de peito aberto, belos demagogos. Belos em sua convicção e lucidez. Pobres em seus actos. Pobres de espírito. Paro por aqui. Pessoas sensíveis acompanham esse espaço virtual e só entendem uma ironia quando lhes convém.
Vomitando essas palavras, percebo que meu enjoo (le-se revertério) psico-amoroso-estomacal ainda vigora. Mas já dissertei sobre isso tantas vezes, até um livro foi escrito, que desanimo de produzir mais linhas sobre esse assunto. Cansa minha beleza e desgastam meus dedos. Saudades tenho de papel e caneta.
terça-feira, 14 de Julho de 2009
Carta para nosso presidente

Eu, Felipe Carvalho de Aguiar, nascido em Belo Horizonte – Minas Gerais em 30 de Dezembro de 1982, escritor, pedagogo e técnico em qualidade, residente em Lisboa, portador do RG MG 1 234 567, cpf 890 123 456 78, venho a público, através desta, dissertar sobre minha realidade profissional e pessoal ao Excelentíssimo Sr. Luís ou Luiz Ignácio ou Inácio Lula da Silva.
Após míseros 24 anos de estudos, da educação infantil à universidade, me encontro, como dito anteriormente, em Lisboa, Portugal longe da minha progenitora, padrasto, cão de estimação, família e amigos porque o país que o Sr. governa não me deu oportunidades profissionais. Não me restou outra alternativa, senão abandonar minha pátria que tanto amo, prezo e respeito apesar das atrocidades diárias que estamos erroneamente acostumados a esquecer. Enquanto poucos enriquecem ilicitamente, muitos empobrecem sob os olhares incrédulos de nossos governantes, inclusive o Sr.
Fica aqui a minha insatisfação e meu protesto por não gozar da vida malandra que levava enquanto residia no Brasil. Deixo minha indignação em público por já completarem quase 5 meses que não dou uma foda. São quase 5 meses usando meu pênis apenas para urinar. Quatro meses que faço do meu beiço um zoológico de aracnídeos. Possuo todas as espécies de aranhas na imensidão profunda de teias emaranhadas em que minha boca se tornou. Meu apelido em Portugal é Nicho-ecológico, mas sou também constantemente chamado de Ecossistema 8. Completou-se também 5 meses que meus testículos produzem esperma 24 horas por dia, sem gozarem de férias, feriados e finais de semana. Nem uma gotícula de esperma atravessou minha uretra durante todo esse tempo. Se antes achava meu pênis fino para meu porte físico, não mais o acho.
Sem mais para o momento.
Sem mais para o momento.
Com os melhores cumprimentos / Best regards,
Felipe Carvalho de Aguiar.
segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Recomeço

Tarde, noite ou bom dia!
A conversar por MSN com minha amiga Lara, percebi que há tempos não escrevo nada. Me refiro a esse espaço, pois tenho coisas adiantadas para o próximo livro. Estás abandonado. Creio que ninguém nunca mais voltou aqui e sei que muitos, se calhar, não voltarão. Pena. Talvez nem tanto para mim… arrogância exacerbada, confesso.
Quanta coisa mudou em apenas 4 meses e meio. Tempo é relativo sem mencionar a necessidade. Da necessidade surge aprendizado. Não aquele conhecimento científico ou filosófico. Digo, praxis. Limpar casa, lavar louças, abrir e fechar escritório, vestir camisola da empresa, distribuir cartão de visita, despejar lixo, hablar español, speak english. De facto, creio que avancei cerca de 10 anos em 4 meses. Morar sozinho é sinônimo de responsabilidades. Trabalhar na GeoIbéricos exige que tu fiques ligado as 24 horas do dia, fins-de-semana inclusos. Mais responsabilidade. Tomei bons vinhos, visitei sítios históricos, fiz amizades. Pude perceber como a cultura influencia o ser humano. Assim como a religião, positivamente ou não, rege ou não, a vida de bons amigos que cultivei no mundo árabe. Histórias, as tenho de sobra para contar. Medos, excitações, contentamentos, saudades. Pareço-me adolescente com esses tais hormônios em festa. Festa do cabide, digo.
Em contrapartida, tomei mais cervejas que vinhos. Comi caracóis, jamón e o famoso pastel de Belém, que não és pastel. Nem salgado. Detalhes como esses poderiam passar despercebidos, ou mais, nem serem citados. Mas enfim… continuo o mesmo Felipe. Simples para alguns e extremamente arrogante e crítico para outros. Veja em qual perfil tu se encaixas.
A viver por terras algarvias, alentejanas, lisboetas e andaluzes percebo que certas coisas não mudam nunca. Promessas continuam sendo promessas. Tentei esquecer, falhei. Carrego comigo todas as marcas. E carrego minha cruz todo santo dia. Pesada. Me machuco diariamente, mas não deixo de pensar em você(s). Esse coração estás apaixonado há anos e não são alguns quilómetros a mais que acalmarão essa dor.
Estou a escutar música sertaneja, pasmem. Sempre que as escuto fico assim. Parei de escutar, parei de escrever.
Até breve caros leitores.
quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
Novo começo

Boa tarde, noite ou bom dia!
Me senti obrigado a retirar alguns de meus textos por motivo de força maior (direitos autorais, que são meus, óbvio). Estou embarcando num projeto maior e por enquanto optei em "enxugar" o blog. Agradeço a todos que leram, comentaram, elogiaram, odiaram, criticaram, etc. É por esse motivo (vocês, leitores) e à repercussão de minhas palavras que parto em busca de algo maior, imortal. Não continuarei escrevendo, aliás, publicando minhas palavras aqui nesse espaço. Talvez seja apenas momentâneo, talvez não. Espero que não e espero que entendam.
Forte abraço!
quinta-feira, 14 de Agosto de 2008
Atendendo pedidos (adaptação)
Eu adormeci no último sábado, embaixo de um céu poluído. Comecei a andar sozinho pelas ruas de BH. Foi quando vi as calçadas começarem a desabar e o vazio começando a me afogar. Pelas esquinas silenciosas, fiz meus planos. Foi a única coisa que senti que podia fazer. Disse adeus aos meus melhores amigos, pois às vezes não tem ninguém do meu lado para me dizer a verdade.
Se você não puder me perdoar, isto vai me matar para o resto da minha vida. Você não me deixa pedir desculpas enquanto ainda estou vivo, e se esquece que eu sei que é difícil encarar todos os meus erros do passado. E isso vai me matando para resto da minha vida.
Acho que isso é meu tempo se esgotando. De alguma forma isso soa tão familiar e parece tão familiar. Me sinto como se tivesse te deixando ir, e a cada segundo que passa, grito por uma segunda, terceira, quarta ou quinta chance. Mas essa é a confusão que eu fiz, são as palavras que não posso apagar. Isto é o que me faz suportar a vida, acabando, para o último momento. Corta como uma faca e me mata para o resto da vida.
Mas eu juro! Foi a última vez, foi minha última tentativa. Há uma linha tênue entre viver uma mentira e se sentir vivo. Cansei de andar em círculos e agora penso em deixar essa cidade. Coisas boas acontecem para quem pensa e faz coisas boas. O meu está guardado e esse tempo todo achei que já tinha acontecido. Não aconteceu, fui feliz, mas posso ser mais.
De acordo com meus sentidos, me tornei insensível. Nunca mais canto “get back to where you once belong”. Auto depreciação me parece uma boa saída, mas de qualquer maneira nunca pensei que conseguiria. Afinal, sou meu pior inimigo. Absurdamente irresponsável e impulsivo continuo “caminhando só” (boa Borba!) e pensando com meus neurônios: “o amor só existe se incomoda...” (Muito boa Borba!)!
Alguém?
terça-feira, 29 de Julho de 2008
Desabafo
É difícil reunir muitas pessoas. É necessário tempo e paciência para organizar um evento. Mas independente destes fatores, fazemos porque gostamos. Fazemos porque nosso grande amigo merece.
Pesquisar preços, calcular quantidades, saldar dívidas... tudo isso se torna, de alguma forma, “prazeroso” quando temos como objetivo realizar um trabalho bem feito, uma causa válida. E como é válida.
Sete anos se passaram e parece que ninguém percebeu. Todos foram tomando seu rumo e desataram aquele nó do passado. Lembranças da época de colégio se tornam cada vez mais vagas, enquanto as verdadeiras amizades vêm justamente daquela época. Hilário, não?
Nossa reunião, ou festa, ou churrasco... chamem do que quiserem, tem um objetivo específico. Não comemoramos a morte de nosso amigo, comemoramos a lembrança dele em todos nós. Um único dia do ano que dedicamos exclusivamente a uma pessoa que não está mais entre nós. Poderia ser quem vos escreve. Afinal, eu estava no acidente. Fui o último de nós a observá-lo com vida.
Também poderia ser você.
Fatalidades acontecem todos os dias.
Se eu estivesse em outro lugar, fora dessa vida terrena, me alegraria ter amigos que lembrassem de mim, que festejassem a minha falta. Acharia ótimo se vocês deixassem aquela viagem para depois, deixassem de ir naquele show que tem todo santo ano, para poder desfrutar, um dia no ano, de uma confraternização feita por quem não esquece nunca que uma amizade vale mais que qualquer outra coisa na vida.
Pesquisar preços, calcular quantidades, saldar dívidas... tudo isso se torna, de alguma forma, “prazeroso” quando temos como objetivo realizar um trabalho bem feito, uma causa válida. E como é válida.
Sete anos se passaram e parece que ninguém percebeu. Todos foram tomando seu rumo e desataram aquele nó do passado. Lembranças da época de colégio se tornam cada vez mais vagas, enquanto as verdadeiras amizades vêm justamente daquela época. Hilário, não?
Nossa reunião, ou festa, ou churrasco... chamem do que quiserem, tem um objetivo específico. Não comemoramos a morte de nosso amigo, comemoramos a lembrança dele em todos nós. Um único dia do ano que dedicamos exclusivamente a uma pessoa que não está mais entre nós. Poderia ser quem vos escreve. Afinal, eu estava no acidente. Fui o último de nós a observá-lo com vida.
Também poderia ser você.
Fatalidades acontecem todos os dias.
Se eu estivesse em outro lugar, fora dessa vida terrena, me alegraria ter amigos que lembrassem de mim, que festejassem a minha falta. Acharia ótimo se vocês deixassem aquela viagem para depois, deixassem de ir naquele show que tem todo santo ano, para poder desfrutar, um dia no ano, de uma confraternização feita por quem não esquece nunca que uma amizade vale mais que qualquer outra coisa na vida.
quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Nada a declarar
Me cobram o motivo pelo qual “parei” de escrever. Simples. Não tenho nada para exteriorizar no momento. Funciono assim. Escrevo melhor quando tenho alguma preocupação ou problema. É como se o corpo humano reagisse à minha insatisfação.Acredito que quando enfrentamos uma onda de estresse, nosso corpo reage de tal maneira até expulsar esse mal. Às vezes a reação vem em forma de dor de cabeça ou febre, por exemplo. É nosso corpo trabalhando para nosso bem. Uma válvula de escape. Diagnóstico que nem Dr. House seria capaz de realizar.
Minha maneira de descarregar é escrevendo. Produzo mais sob pressão. Penso melhor. Tudo fica mais claro.
Hoje, deixei uma preocupação de lado. Se existe uma solução, não é problema. Se não existe solução, para que quebrar a cabeça?
No mais... nada a declarar!
quarta-feira, 9 de Julho de 2008
Objetivo cumprido

Certa vez, uma amiga me questionou o motivo de eu escrever um blog. Sendo que estaria "vendendo" minhas idéias gratuitamente. Qualquer pessoa poderia passar por aqui, copiar meus textos e apresentá-los com outra idêntidade.
Em outra oportunidade, uma outra amiga, perguntou se poderia colocar um dos meus posts no perfil de seu orkut. -"Claro que sim"(...), respondi.
Me senti feliz por ter conseguido repassar um pouquinho do que sou, das coisas que sinto e principalmente minha idéias.
Mas hoje, ao abrir minha caixa de e-mails, me deparo com uma mensagem da amiga Juliana, que conviveu anos e anos comigo na Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais, sobre um certo e-mail que ela recebeu a respeito do meu blog.
Para a amiga que me questinou sobre o blog, respondo:
"Felipe, rodei isso aqui de cabo à rabo procurando um e-mail pra entrar em contato contigo mas não encontrei, então não tenho outra escolha a não ser fazer uso desse espaço mesmo. Não me lembro exatamente como fui parar no seu blog. Agora suponho, a julgar pelo seu sobrenome, que você tenha uma raizinha em Jacuri (minha terrinha), não?
Pois bem, a busca desconsertada pelo seu contato foi pela necessidade que tive de parabenizá-lo pelo que escreve. É simplesmente muito bom. Bom de se ler, de se lembrar e ainda me levou a fazer algumas perguntinhas do tipo "meu Deus, então o mundo não está perdido?, poderei dormir mais tranquilo por que a educação dos meus filhos (se os tiver) e por que não, do Brasil, estará em boas e "humildes" mãos?"
Se eu tivesse morrido ontem, teria morrido descrente. Não saberia da existência de jovens como você.
Sou um tanto cético mas confesso que ainda sonho com uma educação de qualidade e para todos, mas mais do que isso, sonho com pessoas melhores, mais cultas, com melhor qualidade de vida, felizes. Depois de ler seus textos, meu ceticismo cedeu um pouco. Passei a acreditar em você, um pouco mais em mim e também na Marcella, no Bruno, no Matheus, no Wendell, no Celso, no Rodrigo,...em nós. Obrigado por ter me RE-animado, depois de um súbito ataque de "sozinho-eu-não-posso".
Continue escrevendo.
Continuarei lendo
e acreditando
e escrevendo também
e estudando
e não envelhecendo
e me cuidando
...me bastando.
Gratos somos pela sua existência".
É por isso que escrevo. Objetivo cumprido. Não me preocupo em atingir um milhão de pessoas. Com uma só já me sinto realizado. Obrigado amigo Nélio, seja muito bem vindo e volte sempre!
quinta-feira, 19 de Junho de 2008
PF, passaporte, nosso CU e RockNova

Hoje fui a Polícia Federal (PF) fazer meu passaporte. Levei CPF, RG, CDI, Certidão de Nascimento, Título de Eleitor, uma maçã, uma barrinha de cereais e barraca para acampar. Nunca sabemos se vai demorar muito ou se vai demorar horrores. Demorou horrores.
Como o intuito (inicial) desse blog é divulgar minhas aventuras do outro lado do Atlântico, então, começo hoje. Daqui uma semana serei um cidadão do mundo. Citzen of the world, cidadon del mondo, avec noir ruge, volkswagengol , yakisoba etorigami, etc, etc, etc (Pedra Letícia).
Os documentos solicitados pela atendente da PF, me fizeram lembrar de um e-mail que recebi sobre o CU (Cadastro Único). Seria um documento que substituiria todos os outros. Com um único número. Assim cada um teria o seu CU. Não haveria mais a necessidade de carregar aquela penca de documentos, pois carregaríamos apenas o nosso CU. Vai ao médico? Não esqueça de levar seu CU. Vai fazer exame de habilitação? Então apresente seu CU ao examinador. Vai abrir conta no banco? Leve seu CU para abrir a poupança. Cada um de nós, seria reconhecido apenas pelo CU. Ótima idéia. Não sei por que não foi pra frente. Aff.....
As flores que nunca nos demos, caminhando só esperando você chegar, o amor só existe se incomoda, me ensina a te esquecer, esquecer é pedir demais, só em sonho eu encontro você, me lembro a gente começou ali, falta você por perto, difícil entender que foi assimmmmm!
Aff..... [2]
Já escutei muito RockNova por hoje. Banda perfeita, mas parece que todas as letras foram feitas p/ mim.
Aff..... [3]
Aff..... [n+1]
Aff..... [∞]
Subscrever:
Mensagens (Atom)

